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Dismistificar as artes marciais



Ao longo de milhares de anos a humanidade desenvolveu competências para sobreviver, deixou a quadrúpedia e passou à posição bípede, começou a manusear objetos para caçar, recolher alimentos ou simplesmente defender-se de animais ou de outros seres humanos. Através dos séculos com o desenvolvimento da espécie os seres humanos foram aperfeiçoando  objectos, tal como o movimento do próprio corpo para servir o mesmo objetivo sobreviver ou dominar.


 Desenvolveram sistemas que designaram de artes marciais tentando deste modo aprimorar o movimento e o comportamento de cada individuo durante a luta, forjaram códigos de conduta, valores morais e alguns até rituais. Hoje em dia a prática destas artes tomou um significado algo diferente, pois não serve o objetivo extremo de tirar a vida ao outro, mas a defesa do próprio numa situação de conflito inevitável. Nalguns casos as artes marciais têm somente um sentido estético, pois é desprovida de contacto físico e como tal não molda o individuo para o conflito físico, não querendo isto dizer, que não o ajude a melhorar a auto-estima e a confiança necessárias para manter a calma na pré-luta e resolva o diferendo sem soltar um soco ou um grito… por outro lado temos as artes marciais em que o contacto físico é uma constante, sejam elas tradicionais ou aquelas designadas desportos de combate em que o corpo do individuo é submetido a stress físico maior e permanente. Arte marcial como disse atrás, não se trata somente de socos e pontapés com contacto ou sem contacto, trata-se de dar ao individuo ferramentas físicas e emocionais para lidar com as batalhas diárias, e não é propriamente pegar numa arma de fogo ou arma branca para solucionar um diferendo, mas usar a mente e um corpo trabalhados para lidar com a agressividade da sociedade atual.

A prática da arte marcial seja ela qual seja, deve melhorar as competências motoras( vitalidade, força,flexibilidade) através do exercício físico regular e duma alimentação cuidada, e ajudar o individuo a melhorar a relação com o mundo.



Bons treinos guerreiros



Francisco Silva

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